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Atenção em Direção Defensiva

Publicado em: 03/01/2007

95% dos Acidentes de Trânsito, são evitáveis!

Direção Defensiva é uma questão de atitude: é agir independente das ações dos outros motoristas.

Quantas vezes já aconteceu com você ao dirigir, perceber que o veículo da frente irá entrar na próxima direita. O condutor não sinalizou com seta, não fez menção nenhuma de sua intenção, mas você sabe: “- Ele vai entrar na próxima direita”.

E qual a surpresa: Ele realmente entra à direita!

Como você soube que ele iria fazer isso? Sua telepatia está em alta?

Não, não é nada disso!

Percebemos o movimento incerto do veículo, a própria redução de velocidade do mesmo, inclinações demonstrando que ele está inseguro ou até perdido, são sinais que, talvez, ele vire a próxima direita sem avisar os outros condutores.

Só que, para percebermos tudo isso é necessário que estejamos em estado de atenção, isso é Direção Defensiva.

A questão é que, muitas vezes, assumimos o volante do veículo em condições físicas ou emocionais que prejudicam a prática da Direção Defensiva.

Quantas vezes, ao dirigir, você se deu conta que precisa encontrar um retorno pois não era esse o caminho, e que errou o trajeto a ser feito?

Isso acontece porque nesse momento você não estava atento e, se errou o caminho por distração, você estava em uma condição insegura, longe da ideal para a prática da Direção Defensiva.

Se, nesse estado, o veículo da frente freiasse bruscamente ou outro condutor te desse “uma fechada”, você levaria muito mais tempo para perceber e consequentemente levaria mais tempo para tomar uma atitude de evitar o acidente.

Por isso, a atenção é o fator principal na Direção Defensiva.

Por isso, 95% dos acidentes de trânsito são evitáveis!

Porque só depende de você.

Esse fator inseguro de dirigir desatento, somado ao fator previsto (atitude de outro condutor ou do pedestre) resulta em acidente.

Mas, se estamos concentrados na ação de dirigir, qualquer situação inesperada que venha a ocorrer, teremos todas as condições de evitar o acidente ou, pelo menos, minimizar suas conseqüências.

O problema é que muitas condições emocionais tiram nossa atenção ao dirigir.

Se estamos preocupados com alguma coisa, já é o suficiente para nos distrairmos. Talvez um problema familiar, um mal entendido com um colega de trabalho, uma conta que precisa ser paga hoje, a falta de tempo para terminar aquele trabalho, enfim,...

Mas, nem sempre são preocupações que nos distraem. Outro dia, ao ministrar um evento sobre Direção Defensiva, um participante me disse que:

“ – Ao receber uma notícia de sua noiva, ficou tão feliz que, depois não se lembrou do caminho que realizou de Santo Amaro a Pirituba.” Ele mesmo confessa que se assustou, depois, com sua imprudência.”

Imagine a condição insegura com que ele conduziu seu veículo nesse trajeto. A sorte o ajudou seguramente, pois se houvesse qualquer imprevisto ao trafegar até Pirituba, ele fatalmente se envolveria em um acidente.

O condutor em questão, não teria o domínio da situação. E, em caso de acidente, provavelmente, iríamos ouvir:

“- A culpa foi do outro que me “fechou”, eu não tive culpa.”

Percebam que, “de quem é a culpa”, se tornou algo irrelevante, pois o acidente e todos os transtornos e tristezas que ele traz, já teriam se solidificado.

O ideal é evitar o acidente.

Quando não estivermos em velocidade esse sim é o momento para pensarmos, preocuparmos, comemorarmos, enfim,....se não, só teremos motivos para lamentarmos.

Ao dirigir reflita e pratique a Direção Defensiva!


Por: Maria Salete Romero
Especialista em Psicologia no Trânsito

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