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Publicado em: 26/10/2006
Quando o motorista se conscientiza dos diferenciais que acarretam o transporte de cargas, assume uma postura mais econômica e auxilia a prática da Direção Defensiva.
Existem diferenças relevantes no que diz respeito a transporte de cargas, pois há a possibilidade de se transportar os mesmos materiais e com o mesmo peso, sem afetar o desgaste excessivo e a segurança.
Hoje muito se fala do valor do frete, preço do combustível, pedágios, condições das estradas, enfim, de todos os agravantes que geram custos diretos ao trabalho. Mas apesar de todas essas variações, existem regras importantes que se tornam muitas vezes esquecidas, talvez não pela falta de conhecimento dos profissionais, mas sim, pela pressão do tempo e pelas inúmeras situações que assoberbam o cotidiano destes profissionais.
Pensando nisso, veja algumas dicas que podem auxiliá-lo a evitar gastos também com desgastes do veículo e principalmente evitar acidentes.
Vale a pena dispor de algum tempo, para a escolha cuidadosa do trajeto, pois nem sempre, o trajeto mais curto é o mais econômico. Avalie as condições da estrada ou do trecho a ser percorrida, evitando trajetos em vias mal conservadas ou com grande probabilidade de congestionamentos.
Posicionamento da carga. Não deposite total confiança dessa tarefa somente aos carregadores, os chamados "chapas"; e lembre-se que as responsabilidades e os riscos, tanto da segurança como do desgaste e consumo, são do condutor.
Por isso acompanhe e oriente o carregamento.
A carroceria possui um ponto ideal, onde se deve concentrar o centro de gravidade (ponto de equilíbrio). Esse ponto está um pouco à frente do eixo traseiro, e varia de acordo com a distância entre os eixos. Volumes pequenos, porém de muito peso como bobinas de aço, deve ter o seu centro de gravidade sobre esse ponto.
A correta escolha e aplicação do tipo de carroceria é de fundamental importância para uma perfeita distribuição da carga. Por sua vez, a distribuição errada do peso e da carga, pode afetar o chassi e seus componentes (eixos, molas, amortecedores, longarinas, rodas, rolamentos e pneus).
Ah! Depois de entregar a carga, vale a pena pensar:
Dirigir o veículo sem carga é mais seguro?
A conduta de dirigir deve ser a mesma?
Devem-se tomar os mesmos cuidados?
Isso pode ser um sinal de perigo se somado a condição física em que se encontra o condutor depois de uma viagem e a diferença que o veículo terá em sua dirigibilidade por estar sem carga.
Pense nisso!!!
Por: Lucio Mauro
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